Segundo pesquisa feita pelo Pew Research Center onde 1.489 adultos foram entrevistados agora em Dezembro. Em 2008 no mercado americano a Internet (40%) passou o meio Jornal (35%) como principal fonte de notícias.
Apesar de estar longe do meio Televisão (70%) se considerarmos todos os entrevistados, para os mais jovens (18 a 29 anos) este meio já rivaliza com a TV com 59% da preferência cada (foram permitidas múltiplas respostas).
Esta é uma tendência muito bem-vinda para os profissionais de internet ainda que isto ainda não tenha ocorrido no Brasil. E que venha o mundo online.
Agora dá para ver os resultados do Google e dos Parceiros de pesquisa separados nas campanhas via Google AdWords. Já é um avanço, mas os “parceiros de pesquisa” foram colocados em um bolo só o que não ajuda muita coisa. De qualquer forma será interessante analisar as diferenças entre os indicadores dessas duas fontes como CTR, quantidade de impressões, CPC médio etc.
Semana passada estive no evento Digital Age 2.0 (que apesar de trazer alguns pontos isolados interessantes sobre redes sociais no geral foi mais do mesmo) e a palestra que para mim valeu o evento foi a do professor Lawrence Lessig um dos co-fundadores do Creative Commons, uma das principais autoridades sobre direito digital no mundo. Especialmente direitos autorais na era digital.
Seu discurso se baseou nas mudanças por que passam a sociedade ao longo do tempo. Incluindo o surgimento da internet. Dos meios digitais. Quando a lei copyright foi criada ela atendia a sociedade, porém hoje na era digital há cenários que não são bem resolvidos por esta lei.
A lei de direitos autorais atendeu relativamente bem por muito tempo a dois cenários claros , quais sejam:
– Comercialização da produção intelectual profissional.
– Compartilhamento da produção intelectual amadora.
Hoje na internet, porém impera uma cultura do remix que reinventa, altera muitas vezes de forma enriquecedora, enfim remixa, produções intelectuais de outras pessoas. Em função desta mudança temos duas novas situações híbridas emergindo.
– Comercialização da produção intelectual amadora.
– Compartilhamento da produção intelectual profissional.
E estas duas situações não são cobertas hoje pela lei de direitos autorais. Segundo Lessig o congresso americano ainda não deu a devida importância para o Direito Digital. Não parou para entender a amplitude do impacto causado pela era digital na sociedade de hoje e os novos cenários que ela criou.
Assim, hoje temos o Youtube com vídeos amadores sendo utilizado como negócio, como fonte geradora de receita e em contrapartida temos produções intelectuais profissionais como CD’s e DVD’s sendo compartilhadas livremente sem que seus produtores tenham qualquer crédito por isto.
Muito interessante esta abordagem do Dr. Lawrence. Segue um vídeo onde ele fala sobre isto.
Bom, se nem os EUA que estão alguns passos a nossa frente em relação à internet entraram a fundo nesta questão, imaginem nosso Congresso. Ainda temos muito por amadurecer neste terreno obscuro criado pela web aos legisladores.
O T-mobile G1 lançado ontem representa um marco no meio mobile, pois é o primeiro celular que já vem com a plataforma Android do Google. Isto abre um mundo de possibilidades para os desenvolvedores.
Com o Android 1.0 SDK R1 é possível criar uma série de aplicações para celulares e integrá-las no celular ou ainda disponibilizá-las para que outras pessoas possam utilizá-las. Além disso, as aplicações não precisam ser armazenadas no celular, assim é possível usá-las em outros celulares quando seu aparelho for trocado.
Claro que como esta plataforma foi desenvolvida pelo Google, ela e seus respectivos celulares já virão com vários serviços do Google integrados como a própria busca, Gmail, Maps etc, mas o mais interessante é que a plataforma é open source. Assim, além de já permitir a criação de aplicações para celulares ela abre espaço para que as pessoas contribuam com seu desenvolvimento e amadurecimento. Agora só depende da imaginação dos desenvolvedores pelo mundo afora.
Veja algumas aplicações práticas desta plataforma no vídeo abaixo.
No início desta semana a rede social para contatos profissionais LinkedIn lançou sua LinkedIn Audience Network em parceria com a Collective Media. Além de veicular anúncios dentro de sua rede social, a idéia mais provável é veicular seus anúncios em sites parceiros de conteúdo como CNBC, New York Times etc.
Segundo o TechCrunch quando alguém visitar a rede LinkedIn, um cookie serácolocado em seu browser. Quando este usuário visitar algum site parceiro da rede, o cookie identificará este usuário como membro da rede e o separará em diferentes grupos de acordo com seu perfil.
O interessante é que há várias possibilidades de segmentação, pois é uma rede social qualificada. Assim, pode ser muito interessante para anunciantes que têm como público-alvo homens de negócios ou profissionais da área de TI por exemplo.
Hoje a rede LinkedIn já possui veiculação de anúncios dentro de sua rede. Para o formato texto há uma barreira de entrada de USD 25, ou seja, bem pequena se compararmos com outras mídias, mas um CPM de USD 10 não é nada acessível. Isto sem falarmos do CPM inicial de USD 30 para display ads. Claro, precisamos dar um desconto devido à baixa dispersão do anúncio devido a alta qualificação dos usuários desta rede social, além da rede estar majoritariamente nos EUA que é um outro mercado, mas mesmo se considerarmos R$ 10 o CPM para o Brasil pensando em um poder de compra de USD 1 para R$ 1. Vemos que para termos um CPC de R$ 0,15 como é bem razoável obter no Google Adwords, teríamos de ter um CTR de 6,67% o que para mim não é tão razoável.
Ainda não sabemos os preços da nova rede, mas sinceramente, para mim a conta dificilmente fechará. Sorte deles que pelo menos nos últimos meses a rede tem crescido exponencialmente e há demanda para estes preços abusivos.
Sim, é isto mesmo. A Footnote é uma rede social voltada para quem já morreu. Claro que a idéia não é só falar propriamente dos mortos, mas também criar uma rede aberta para historiadores leigos ou não poder contribuir com sua visão da história.
Após a Powerset com sua busca via linguagem natural, o searchme com suas buscas que retornam páginas web inteiras, num formato visual e muito mais intuitivo que os buscadores mais utilizados hoje e que agora está indo para o iPhone. A própria Wikipedia que lançou o Wikia Search declarando abertamente que sua busca ainda estava muito mal resolvida quando foi lançada. O Cuil que foi anunciado com muito entusiasmo como um potencial concorrente do Google no futuro, teoricamente indexando 3 vezes mais páginas do que o Google e formado por ex-funcionários do próprio. Na última conferência do TechCrunch 50 esta semana comentaram sobre o GazoPa que é uma busca de imagens através de imagens.
Segundo eles:
“There are abundant quantities of images on the web, however many of these simply cannot be described by keywords, keywords are not sufficient as conditions for image searches.”
Que as palavras muitas vezes nos faltam para descrever tudo que queremos ou pensamos tenho certeza, mas qual serão o futuro da busca ou o futuro da mídia? A iniciativa da Hitachi dona do GazoPa é interessante apesar de focada em imagens e pode ser um caminho.
Concordo com Marissa Mayer quando ela diz no blog oficial do Google que quando tiverem um maior conjunto de informações pessoais sobre nós, souberem mais sobre nosso “grafo” social, tiverem dados sobre nossa localização e conseguirem nos fornecer respostas que têm origem em outra língua, teremos uma busca muito, mas realmente muito melhor. Qual o custo disto para as pessoas? E mais, quando ela diz que o problema da busca é 90% conhecido, será que isto é verdade? Ou teremos algo realmente novo nos próximos anos? Na minha humilde opinião entendo que não. Na minha visão ainda temos muito por caminhar neste mundo ligeiramente conhecido.
E quanto ao custo disto para as pessoas? Bom, isto é assunto para outro post…
O padrão Open Social desenvolvido pelo Google tem tudo para dar muito certo, pois depende mais da criatividade do que qualquer outra coisa e conversa com várias redes sociais como MySpace, Friendster etc, além do Orkut. Hoje fiquei sabendo que já batemos a marca de 400.000 downloads no Orkut brasileiro.
Acabei de baixar/adicionar ao meu perfil do Orkut a aplicação “Minha Loja” que permite que você venda o que quiser para seus amigos de forma fácil e segura. É só cadastrar seus produtos e sair vendendo. Fiquei surpreso com a simplicidade da interface. E você ainda consegue visualizar quais amigos estão usando a aplicação e quais produtos estão vendendo.
E após muitos rumores o Google lançou hoje seu novo browser. O Chrome é clean, pelo menos por enquanto. Responde rápido e tem um visual agradável e interessante. Como tudo ou quase tudo que é lançado pelo Google, tem tudo para ganhar mercado rapidamente, porém será que veio realmente para brigar com o I.E. ? E a parceria com a Mozilla, será abalada? Bom, isto o tempo nos reserva.Segue um print com a raposa ao fundo. Ainda sou pela raposa, mas não custa acompanhar, afinal este “Netscape” vem com um empresa mais do que carimbada por trás…